After having taken several steps bigger than his legs...
...Is it time for NATO to be amputated?
Is the announcement of NATO's death somewhat exaggerated? perhaps, but its reformulation according to what was announced by Bild means at least the end of its expansionist phase and the beginning of a very likely and irreversible retraction. Let's see what the German daily says:
''An Eastern European official told the German newspaper BILD that discussions are underway about withdrawing US troops from all European countries that joined the NATO alliance after 1990, which is reported to be one of the goals of recent negotiations between Russia and the United States. This would include Albania, Bulgaria, Croatia, Czech Republic, Estonia, Finland, Hungary, Latvia, Lithuania, Montenegro, North Macedonia, Poland, Romania, Slovakia, Slovenia and Sweden. Furthermore, preparations are underway in Italy for the possible withdrawal of US forces from Kosovo.’’ (end of quote)
This is nothing less than NATO returning to its pre-Berlin Wall borders, a return to the status quo ante, which need not have been done if the promises to Gorbachev had been fulfilled by Ronald Reagan's successors when the Russian leader agreed to the unification of Germany: 'not an inch more to the east'.
In 2007, this was V. Putin's proposal at the Munich conference in the context of a new security architecture for Europe. At the time, of course, Western representatives considered such a proposal to be a delusion of the Russian leader and greeted this suggestion with laughter, or - what would be worse? - with theatrical indignation.
However, 17 years and a visit from the Goddess Nemesis later, this is where we come back to: whether or not it is put into practice, the idea no longer seems absurd to the Western boss.
Everything indicates that Trump is not only not attached to maintaining Ukraine's borders, but also has no interest in extending NATO's umbrella to the Alliance's most provocative countries, in this case those that most beat their chests, trusting in the protection granted by the famous Article 5.
There are very strong reasons for this distancing because in fact such countries represent the greatest danger of triggering a war against Russia. All those who have in the past downplayed the continuing threats to Russia posed by the small Baltic states, the Scandinavian countries and, to an only slightly lesser extent, Poland, should bear in mind that the behavior of these countries was the strongest proof that the Russians were right when they expressed concerns about their security.
Please note that such threats were not mere words: the attack on the Nord Stream, the attempts to blockade the city of Kaleningrad and the intention to impede Russian shipping in the North Sea and the Baltic produced practical effects too unpleasant for Russia to tolerate.
And all of this would probably have been carried out if Trump had not appeared to defuse the situation, even knowing that Russia would respond militarily and that these countries would invoke Article 5 loudly.
And so, to use an expression dear to Annalena Baerbock, we are indeed faced with the possibility of a 360º turn in NATO geopolitics, returning to a starting point that should never have been abandoned in the first place.
The rest, the screaming, the fainting, the crying and the cries of betrayal can come: they are music to the ears of those who know that we were close, very close indeed, to a third world war that would end with nuclear fireworks.
(…)
Depois de ter dado vários passos maiores que suas pernas
Chegou a altura da amputação da NATO?
O anúncio da morte da OTAN é algo exagerado? talvez, mas sua reformulaçãp segundo o que foi anunciado pelo Bild significa pelo menos o fim da sua fase expansionista e o início de uma retracção talvez irreversível.Vejamos o que o diário alemão afirma:
‘’Um funcionário do Leste Europeu disse ao jornal alemão BILD que as discussões estão em andamento sobre a retirada das tropas dos EUA de todos os países da Europa que se juntaram à Aliança da OTAN depois de 1990, que é relatado como um dos objetivos das recentes negociações entre a Rússia e os Estados Unidos. Isso incluiria Albânia, Bulgária, Croácia, República Tcheca, Estônia, Finlândia, Hungria, Letônia, Lituânia, Montenegro, Macedônia do Norte, Polônia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia e Suécia. Além disso, os preparativos estão em andamento na Itália para a possível retirada das forças dos EUA do Kosovo.’’ (fim de citação)
Isto é nada menos que a NATO regressando a suas fronteiras antes da queda do muro de Berlim, um regresso ao status quo ante, o que não precisaria de ter sido feito se as promessas a Gorbachev tivessem sido cumpridas pelos sucessores de Ronald Reagan quando o líder russo concordou com a unificação da Alemanha: ‘nem mais um palmo, a leste’’. Em 2007, foi essa a proposta de V. Putin na conferência de Munique no contexto de uma nova arquitectura de segurança para a Europa.
Na altura, é claro, os representantes ocidentais acharam tal proposta um devaneio do líder russo e receberam essa sugestão com risos ou o que será pior? - com indignação teatral. No entanto, 17 anos e uma visita da Deusa Nemésis depois, é aí que voltamos: venha ou não a ser colocada em prática, a ideia não parece mais absurda ao patrão do Ocidente.
Tudo indica que Trump não só não está apegado à manutenção das fronteiras da Ucrânia como também não faz questão de estender o guarda-chuva da NATO aos países mais provocadores da Aliança, no caso aqueles que mais batem no peito, fiados na protecção concedida pelo famoso artigo 5º.
Há razões muito fortes para esse distanciamento porque na verdade tais países representam o maior perigo de desencadear uma guerra contra a Rússia. Todos aqueles que desvalorizaram no passado as contínuas ameaças à Rússia debitadas pelos pequenos Estados Bálticos, pelos países Escandinavos e em grau apenas um pouco menor pela Polónia deviam ter em conta que o comportamento desses países foi a maior prova de que os russos tinham razão quando expressaram preocupações com sua segurança.
Notem por favor que tais ameaças não se ficaram pelas palavras: o ataque ao nord stream, as tentativas de bloqueio à cidade de Kaleninegrado e a intenção de impedir a navegação russa no mar do norte e no Báltico produziram efeitos práticos muito desagradáveis para poderem ser tolerados pela Rússia.
E tudo isto provavelmente seria levado a cabo, caso Trump não tivesse surgido para desarmadilhar a situação, mesmo sabendo-se que a Rússia responderia militarmente e que tais países invocariam o artigo 5º aos gritos.
E assim, para utilizar uma expressão cara a Annalena Baerbock, estamos realmente diante da possibilidade de uma volta de 360º na geopolítica da NATO, voltando a um ponto de partida que nunca devia ter sido abandonado, em primeiro lugar.
O resto, a gritaria, os desmaios, os choros e os gritos de traição podem vir: eles são música para os ouvidos de quem sabe que estivemos perto, muito perto mesmo de uma terceira guerra mundial que acabaria com fogo de artifício nuclear.



